sábado, 31 de março de 2012



todos


podemos controlar a dor excepto aquele que a sente .

( william shakespeare )

eu só quero um amor .


alguém que cuide de mim , me proteja . alguém que beije minha testa , e me chame de " minha pequena " . alguém que não me julgue . alguém que me ame , que confie em mim , que faça de tudo pra me ver sorrir . alguém que me respeite . que me irrite só pra depois me abraçar e dizer que me ama . eu só quero um alguém do meu lado , no qual possa chamar de meu .

você sofre ,


se lamenta e depois vai dormir .

( cazuza )

se é amor ,


amor verás e de um amor viverás .

( renato russo )

domingo, 25 de março de 2012

Onze e cinqüenta e sete da noite.


O relógio tique tateia incansavelmente e meus olhos procuram uma saída que seja mais aceitável do que essa confusão em que me meti. Na verdade, meus olhos procuram qualquer coisa que não seja o encontro com os teus. O casamento de nossos olhares pode causar uma destruição perpétua que não estou pronta para encarar. Você e eu, juntos, entre quatro paredes. Desde quando isso é algo seguro de se fazer? Por Deus… Onde é que eu estava com a cabeça de vir até aqui? A tua casa fica há quilômetros da minha, não há maneira de voltar sem que seja contigo. Ou, então… Simplesmente não voltar. Nunca se sabe, considerando que somos nós. Nós. Juntos. Merda, o que eu tinha em mente?
A resposta é bem óbvia: você. Tinha apenas você zanzando a minha mente. O meu inconsciente aceita isso, mas o consciente evita pensar nos porquês. Tudo é assustador demais para ser facilmente compreendido pelo meu eu indeciso no meio dessa atual bagunça. Apenas aceito que talvez seja tarde demais para pensar nas conseqüências que esses atos impensados podem causar. E essas conseqüências podem ser gravíssimas, considerando o palpitar acelerado que meu coração adquire assim que você abre a porta e me deixa entrar. “Já é de casa”, diz o teu sorriso. “Já fui, amor” – quis te responder. Já fui, não sou mais. Houve o tempo em que eu tinha a chave da sua porta – e do seu coração – mas fiz questão de devolvê-las e guardar apenas teu moletom azul. O moletom que não combina com os teus olhos, mas que cabe perfeitamente em mim. O moletom que guarda teu cheiro independente de quantas vezes eu o lave.
(Não fica aí parado como quem não quer nada, enquanto esse sorriso sarcástico se abre no seu rosto e a maldita sobrancelha se ergue. Não cruza os braços com esse jeito de homem mais lindo do mundo que faz com que eu tenha vontade de pular no teu pescoço e esquecer que vim aqui para tentar reconstruir meu orgulho. Não me olha desse jeito, não me olha dos pés a cabeça e sorri como se aprovasse o que vê. Não fica feliz por eu estar aqui. Não faz com que eu me sinta feliz por estar aqui. Faz eu desistir, por favor. Me dá motivos para que eu deixe de acreditar.)
- Bom… Se eu disser que já esperava, estaria mentindo. Sempre me surpreendendo, não é?
- Tem vezes que o inverso tem que acontecer, não concorda? – Você abre espaço e me deixa passar pela porta. Sem querer, nossos corpos se chocam e eu sinto calor em partes do meu corpo que eu nem imaginava a existência.
- É, talvez. Então, devo oferecer um chazinho ou tu prefere ir direto ao assunto? – sorri como quem brinca, mas no fundo, sabe que o assunto é sério. Sabe que nós dois não somos mais uma brincadeira.
- Eu ia pedir uma água, mas acho que talvez seja melhor acabarmos logo com isso.
Me sento no sofá e espero você arrastar a poltrona para sentar na minha frente. Nunca entendi direito essa tua mania, mas você sempre me disse que não gosta de sentar ao meu lado, prefere na minha frente. Pelo menos na hora de conversar. Uma das mil coisas suas que eu nunca fui capaz de compreender. Eu lembro de te perguntar dezenas de vezes, até você responder que, sentando na minha frente, onde nossos olhos se encontram em linha paralela, é mais difícil que eu fuja meu olhar do seu. Assim, é mais fácil ler o que eu quero dizer. Ou melhor, menos impossível, você brincou. Meu olhar raramente te diz algo. Mas você, indecifravelmente, me entende melhor que ninguém.
- Isso… Isso tem que acabar, agora. – respiro pra pegar fôlego e vejo você abrir a boca. – Não, nem pense em falar. É a minha vez. Escuta aqui, isso, nós dois… Eu vim até a sua casa para por um ponto final nessa história toda. Não vou dizer que não sinto mais nada por que você sabe que é mentira. Mas eu… cansei. Cansei dessas ligações perdidas no meio da madrugada, cansei de sentir teu cheiro quando tu não está por perto. Cansei de sempre me sentir esgotada mesmo sem ter feito nada. E eu me sinto extremamente ridícula por vir aqui terminar algo que nunca começou, mas eu preciso por uma linha de chegada. Nós dois não podemos continuar desse jeito, nesse meio termo entre o juntos e o afastados. Eu preciso de alguém que esteja ao meu lado, que me abrace quando a noite estiver fria, que me aqueça no meio do inverno. Eu preciso… Eu preciso de você, também. Mas já estou me acostumando com a idéia de viver sempre na superfície, faltando um pedaço.
(Silêncio)
- É isso? Você vem até a minha casa para terminar comigo?
- Exatamente.
Os sons da janela aberta me distraem enquanto você tenta assimilar as coisas que eu disse. Metade do que eu queria, bem mais do que pensei que conseguiria. Aí você… Você começa a rir. Assim, na cara dura, não faz nem força pra esconder. Eu sou assim não engraçada? Eu sou tua pequena piada pessoal?
- Não entendi a graça, Henrique.
- Ah, para, Ana. Isso é extremamente engraçado, tu sabe. Eu não acredito que tu veio até a minha casa, e ela fica a bons quilômetros da tua, apenas para acabar comigo. Você sabe que isso não vai acontecer.
- Isso o quê?
- Nós dois, separados. – respira fundo e olha para as paredes pensando no que dizer. Eu já comentei como o seu cabelo cai perfeitamente acima do olho? Como isso me deixa sem voz? – Olha, Ana, não pensa que eu nunca tentei. Já te disse isso milhões de vezes. Passei noites e mais noites tentando encontrar uma solução pra isso. Uma boca que satisfizesse, um cheiro que se igualasse. Nada. Passei mais de um mês atrás de algo que eu sabia que nunca seria capaz de encontrar.
- Mas você não me ama.
(Silêncio. Silêncio. Silêncio.)
- Entende o que eu quero dizer, agora?
- Porra, Anna. Isso não quer dizer que eu não me importe.
- E por que… Henrique, por que não pode me amar?
Esse silêncio já tão conhecido preenche o ar entre nós, e eu sinto o mesmo me faltar nos pulmões. Por que tenho que ser tão fraca? Eu vim para te passar o recado e pronto, ir embora. Não quero desculpas nem explicações. Não quero algo que possa fazer com que eu me arrependa das decisões tomadas. E que faça sentir meus olhos se encherem de lágrimas enquanto vejo a sua expressão ficar completamente lisa. Você colocou tudo para dentro, guardou o que sente para si, de novo. Não sei por que ainda penso que haverá a ocasião que isso mudará.
- Ana.
- Henrique.
(Silêncio.)
- Eu posso. Posso tanto que, você sabe… Posso tanto que o risco entre o meu não amor e a entrega total se dilui cada dia mais. Mas, Ana, você sabe ou tem sequer uma noção do que essas três palavras poderiam fazer conosco? Depois que elas estiverem no ar, não há como pegá-las de volta. E isso pode nos destruir completamente, Anna. Por favor… – teu olhar encontra no meu e você me faz aquela cara de cachorro sem dono que sempre me fez derreter e cair aos teus pés. – Não faz isso comigo. Não me olha assim, como se pudesse desabar a qualquer minuto.
- Eu não vou desabar, Henrique. Parece que você não me conhece.
- Conheço demais, esse é o problema.
(Silêncio. Silêncio.)
- Então… Eu já posso começar a te esquecer?
- Só quando eu puder começar a sentir tua falta.
- Henrique.
- O quê?
- Não faz isso comigo, por favor.
- Defina “isso”.
(Isso… Essa coisa idiota que você sempre me faz sentir, essa coisa estúpida que sempre faz com que eu pense que nada está acabado e que sempre vale à pena tentar mais uma vez. Essa mania de me olhar com os olhos mais brilhosos do mundo, que me fazem esquecer que um dia eu soube respirar normalmente. Esse jeito de mexer no cabelo enquanto pensa que sempre me deixa louca. Essa coisa que mexe comigo mais do que um terremoto. Você me movimenta, eu sou um satélite teu. Odeio pensar assim, mas é a verdade. Eu giro na sua volta, e isso… Isso não é certo.)
- Nada. Esquece.
- Já disse: não consigo.
As lágrimas estão a ponto de cair quando sinto a tua mão pegar na minha e ficar assim, por um bom tempo. Você quer me confortar e dizer que tudo vai ficar bem, eu quero te dar um tapa na cara para ver se assim você se dá conta de que me tem totalmente na sua mão. Eu nem pestanejo. Nossos olhares se cruzam e se fixam, e eu lembro que tenho que ser forte e resistir a essa vontade de desmoronar. Eu te prometi.
- Henrique, eu não entendo. Desculpa, mas… Nós já tentamos milhares de vezes. Mesmo que não admitamos isso, mesmo que tenham sido tentativas silenciosas, mesmo que não tenhamos conversado sobre isso na época. Quantas vezes eu fechei e abri a porta da minha casa para você entrar? Eu preciso de alguém de verdade. Você não consegue ser isso. Não por inteiro. – Silêncio. – Não importa quantas oportunidades surjam, quantas novas chances nós damos… No final, você sempre se vai.
- Errado, Anna. No final, eu sempre volto. E se você não sabe o que isso significa… Sacrificar tudo apenas para voltar aos braços de uma pessoa, dormir pensando e acordar na mesma, passar a madrugada com o telefone na mão e ligar apenas por que o desespero de não ouvir a voz da pessoa engole o orgulho. Se você não sabe o que é isso, não sou eu quem vai te explicar.
- Esse é o problema, Henrique. Eu sei exatamente o que isso significa. Os lençóis tem o cheiro, o vizinho moreno tem a mesma cor de olhos, o cartaz da frente da casa tem o mesmo sobrenome. Eu sei o que é ver detalhes onde eles não existem. E é exatamente por saber de tudo isso que eu duvido que você sinta o mesmo. Você não sente. Se sentisse, estaria que nem eu. Desesperado, com as palavras na garganta, morrendo de vontade de contar para o mundo todo como se sente. Por que é isso que eu sinto toda vez que te olho, sabe. Eu quero sair por aí dizendo para os outros caras ‘você acha mesmo que eu seria capaz de gostar de você? Coitado. Pensou que eu poderia amar outra pessoa’. É isso que eu quero fazer. E é isso que eu faria se você me desse no mínimo uma chance de provar que as coisas não são tão complicadas.
- Não, Ana. O problema somos nós. Nós somos complicados demais para dar certo, ok? Não me culpa quando você sabe que nós dois erramos. Nós fomos um erro. Um erro que acabou se transformando na melhor coisa da minha vida… Mas, ainda assim, um erro. Eu… Eu. Eu não posso te dizer mais nada para ficar. Não há mais nada a ser dito.
- Tem certeza, Henrique?
- Absoluta.
(Silêncio.)
Eu desenrolo nossas mãos e vou indo em direção à porta. Pode parecer fácil para você, mas não para mim. Eu vim aqui para isso. Eu vim aqui para obter minha resposta, não entendo porque estou tão mal de ouvir o que pedi. Não é como se você fosse dizer que me ama. Não é como se precisasse de mim. Eu sou apenas mais um utensílio na vida cheia de utensílios dele. Ele tem mais vinte garotas na mão… Por que seria eu?
A porta nunca pareceu tão gelada, o ponteiro do teu relógio nunca bateu tão devagar. Nada nunca passou em tanta câmera lenta como agora. Mas… Antes de ir, para sempre, antes de partir e excluir teu número da minha agenda. Antes de acabar, eu preciso te olhar mais uma vez.
Eu me viro – você continua sentado com as mãos apoiadas no joelho e essas segurando a cabeça. Você não se mexeu nem um milímetro desde que eu me levantei… Porque sempre tão bonito? Seria tão mais fácil se uma parte de mim não quisesse se despedaçar só por pensar em dizer adeus.
- Henrique.
Você se vira lentamente e eu me sinto perder o chão no momento que nossos olhares se cruzam. Você tenta ler minha mente, mas eu não permito. Eu tento ler a sua, e você não me permite.
- Você acha que amar alguém que nos faz mal é doença?
Eu tranco a respiração quando vejo você se levantar e caminhar devagar até parar a meio centímetro de mim. Minha pulsação se acelera e eu sou invadida pelo teu cheiro. Tudo é você. O que eu vejo, sinto, toco… Tudo é você. Desde o meu dedo minguinho até o último fio de meus cabelos. Você é eu. Eu sou você. Mas… Nos perdemos, não perdemos?
(Se perdemos, por que a sua mão levanta até acariciar minha bochecha e eu me sinto avermelhar por isso? Se acabou… Porque tudo parece tão igual à última vez? Por que a vontade permanece aqui dentro?)
(Respira, menina. Não perde a calma. Não pisca. Conta até dez e se acalma.)
- Não sei. Mas, se for, eu sou completamente doente.
(Então, talvez, nunca seja tarde demais.)

a felicidade ,


minha pequena , eu posso ver no teu sorriso . mas a força ... ah , essa eu posso ver nos olhos teus .

você é apenas


outra parte de mim .

eu sei


que me dá força pra seguir sorrindo , mesmo que me coração doa .

eu enfrentaria o mundo com uma mão ,


se você segurasse a outra ..

chora , pequena .


chora . mas na frente deles , sorria .

segunda-feira, 19 de março de 2012

domingo, 18 de março de 2012

sábado, 17 de março de 2012

meu passarinho lindo levou você embora .


eu te segurei muito , percebi . você é tudo que eu tenho que superar , ninguém mais me faz chorar do jeito que você faz .

( maybe tomorrow - jackson 5 )

meu silencio não é normal .


sempre tem um motivo , sempre tem uma razão .

você é o livro


que eu leio todo dia . você é a musica que eu canto , vou cantar pra você . você é as quatro estações da minha vida .

domingo, 11 de março de 2012

“ Eu tinha uma amiga ,

ela era linda, sim ‘era’, ela se foi a 2 anos, mas eu ainda a visito todo dia 16, a saudade aperta entende? um dia antes me perco nos meus pensamentos, escuto a musica dela, a preferida, essa mesmo que você esta escutando. Ela costumava me olhar e dizer “me chama de pequena?”, eu confesso que achava engraçado o modo como ela pedia pra eu chama-la assim, e quando eu a chamava de “minha pequena” ela sorria e ficava vermelha, e eu sentia como se estivesse cuidando dela a todo instante. Lembro dos dias que saiamos juntos, era tudo muito engraçado, pode parecer pouca coisa pra você, mas era o suficiente pra me deixar sorrindo o dia inteiro, amizade pura e verdadeira, de poder contar, sorrir e chorar, de tropeçar e elas estar ali pra rir de mim e depois me ajudar, ela era incrível a maneira dela. E então aconteceu, eu havia me apaixonado por minha amiga, e estava decidido que no dia seguinte eu iria até a casa dela, dizer tudo o que a tempos eu sentia, e não sairia dali sem pedi-la em namoro […] era tarde, estava frio la fora, eu fui a casa dela, cheguei ofegante e recebi a noticia de que ela estava no hospital, me senti totalmente sem chão, me perguntando o por que dela não ter me ligado pra ir com ela, como todas as vezes que ela estava doente, resolvi então ir até o hospital pra visita-la, aflito e com o coração na mão, cheguei a recepção, fui informado que deveria esperar e então o fiz… alguns minutos depois eu pude vê-la, nunca me esqueço dessa cena, onde estava o sorriso dela? aquele lindo que me fazia tão bem. Onde estava aquele olhar? que me deixava totalmente sem chão. Ela estava realmente muito doente, e então ela olhou pra mim e disse “Não volta aqui amanhã por favor”, então eu sai da sala com os olhos marejados e fiquei ali sentado do lado de fora do hospital até o dia seguinte, bem cedo resolvi ir vê-la, eu ia pedir ela em namoro, ela ia ficar bem e íamos ser felizes juntos. Foi quando eu recebi a pior noticia, de que ela havia morrido… Me senti destruido, acabado, minha vida já não fazia mais sentido algum, eu me perguntava, “ela havia prometido nunca me deixar, por que ela não cumpriu?”. No dia seguinte em seu enterro na hora do ultimo adeus, eu coloquei a aliança em cima de seu caixão e a pedi baixinho em namoro, começou então a chuviscar, e eu sei que eram as lágrimas dela caindo sobre mim enquanto ela dizia sim pro meu pedido, pois eu sabia que ela estaria me escutando lá de cima. Hoje faz 2 anos que ela se foi, hoje faz 2 anos que eu pedi minha pequena em namoro “ …